Engenheiros criam gerador de energia eólica que pode ser instalado em edifícios

30/04/2020
Divulgação
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Engenheiros norte-americanos desenvolveram um equipamento de captação de energia eólica, o qual promete ser mais eficiente e com manutenção mais barata se comparado às atuais turbinas aerogeradoras. Os AeroMINEs usam o mesmo princípio aplicado nas asas dos aviões, e podem ser instalados no teto de edificações, da mesma forma que os painéis solares.

"O que impede o vento de ser bem-sucedido enquanto fonte de energia é que a maioria dos sistemas são basicamente turbinas eólicas miniaturizadas", explica Brent Houchens, engenheiro mecânico dos Laboratórios Nacionais Sandia e um dos criadores dos AeroMINEs. O giro das pás desses dispositivos cria vibrações ruidosas e suas muitas partes móveis são mais propensas a quebrar.

Houchens e sua equipe criou um projeto que supera esses obstáculos tomando emprestado um princípio fundamental do voo aéreo. A forma curva das asas de um avião - chamada de aerofólio - altera a pressão do ar em ambos os lados e produz a sustentação do veículo. O mesmo recurso, porém, com desenho invertido, é utilizado para manter um carro de corrida no chão.

Carsten Westergaard, colega de Houchens e engenheiro mecânico da Texas Tech University, conta que juntou dois aerofólios para que "o fluxo de um aerofólio amplifique o outro e eles se tornem mais poderosos". Orientado como duas asas de avião em pé, o par de aerofólios fica diretamente voltado para o vento e, à medida que ele se move, a baixa pressão se acumula entre as lâminas e aspira o ar através das fendas. Esse movimento do gira uma pequena turbina alojada dentro do equipamento e gera eletricidade.

Graças a esse design, o AeroMINE pode extrair mais energia eólica de uma área menor, ao mesmo tempo que não gera as mesmas vibrações e ruídos que as turbinas comuns. O equipamento também possui menos peças móveis e é mais fácil de acessar se precisar de reparos. Seu desenho ainda mantém as lâminas isoladas de qualquer contato com pessoas ou animais selvagens.

 

Fonte: Olhar Digital, via: Scientific American