Indústria 4.0 traz ganho de eficiência

07/12/2017
Indústria 4.0 traz ganho de eficiência

Empresas que apostam na revolução digital encontram novas formas de fazer negócios

As empresas que se projetam no processo de digitalização devem esperar duas coisas: ganho de eficiência e novas formas de fazer negócios. “A indústria 4.0 já começou a acontecer", afirmou Rafael Oliveira, sócio da McKinsey, durante o 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0, promovido pela Fiesp. "A gente já consegue otimizar de 15% a 30% da produtividade das fábricas e das indústrias, aumentando também em 85% a precisão das previsões de demanda do mercado”.

Utilizando diversos processos digitais, as companhias conseguem desenvolver suas próprias capacidades em infraestrutura e gestão de pessoas, além de um ecossistema colaborativo com outras empresas. Esse avanço significa que essas mesmas empresas não precisam desenvolver tudo a partir do zero e sim alavancar o que já existe no mercado. Ao promover o gerenciamento de dados, elas passam a contar com um ativo importante que será utilizado em todos os processos da indústria – principalmente quando se trata da indústria 4.0.

“Com o avanço da tecnologia, os dados começam a ser gerenciados como um ativo realmente importante", diz Oliveira. O processo de reunir esses dados e processá-los em alta velocidade é hoje bem diferente do que há alguns anos, o que torna mais fácil conseguir as informações necessárias.

 Menos de 1% 
A manufatura é a área que mais gera dados, mas usa menos de 1% desses dados para tomar uma decisão. Existe aí uma perda, portanto, que resultaria na melhoria de processos e otimização para desenvolver a companhia e gerar mais lucro. 
“Usando a análise avançada de dados, nós conseguimos ter uma projeção de demanda futura com precisão 120% maior do que a empresa já fazia", disse Oliveira ao citar o caso de uma empresa para a qual a McKinsey prestou consultoria. "Isso ajudou a reduzir drasticamente a obsolescência de matérias e a redução de estoques". 
Em outra frente, a interação homem-máquina – com recursos de realidade aumentada – é capaz de afastar problemas de qualidade, mantendo o tempo de ciclo na produção e sem perda de eficiência. 
Rafael Oliveira citou o caso de uma tecnologia que já foi assimilada por montadoras brasileiras em posições mais delicadas. “São óculos que permitem checar o detalhe do procedimento operacional que está sendo feito e mostram o passo a passo das etapas que devem ser cumpridas", citou Oliveira. O resultado? Ganho de produtividade.  

Sistemas administrativos 
A conversão do ponto físico, que engloba a tecnologia da impressão 3D e da robotização, está cada vez mais acessível. Com esse ganho, é preciso avançar mais nos processos administrativos. 
“Muita das coisas que fazemos hoje administrativamente serão feitas por sistemas e processamento de dados", disse Rafael Oliveira. Essa transposição vai otimizar processos e liberar os profissionais para outras tarefas. "Com outros trabalhos, isso poderá gerar valor e riqueza aumentando o PIB do país”.

 

Fonte: Época Negócios