Planejamento empresarial impulsiona conquistas no novo ano

04/12/2018
Planejamento empresarial impulsiona conquistas no novo ano

Balanço dos negócios nos últimos 12 meses e estabelecimento de metas permitem um direcionamento mais eficaz e assertivo aos empresários para 2019  

Todo início ou fim de um ciclo merece atenção especial. No mundo corporativo, o fechamento trimestral, semestral ou anual traduz o momento ideal para analisar o plano de negócio, as ações em desenvolvimento, os investimentos, as dívidas que devem ser negociadas, o quadro de colaboradores e assim por diante. Essa atividade contínua de planejamento é o que deixa uma empresa cada vez mais sólida e capaz de crescer com segurança.  

Atualmente, diante das mudanças políticas e econômicas do país, existe uma onda otimista no cenário empresarial e, por isso, o planejamento estratégico é essencial para aproveitar o período de ascensão com cautela e inovação, independentemente do tamanho da empresa. Especialmente no fim do ano, é hora de o empresário fechar o balanço anual e realizar os ajustes nas estratégias financeiras, contratações, compras de matérias-primas, definições de fornecedores, no planejamento tributário e societário, bem como na gestão dos negócios, para começar um novo ciclo com ainda mais força.  

Uma medida importante neste período é planejar as perspectivas financeiras da empresa, incluindo faturamento, recuperação de créditos e renegociações de dívidas. Ana Toledo, advogada especialista em direito empresarial, explica que esse é um aspecto muito importante para o estabelecimento de diretrizes adequadas às organizações. “É fundamental essa análise para ter a exata noção da rentabilidade real e a esperada e até mesmo do nível de endividamento que poderá se estabelecer, além de entender o impacto dos pagamentos no fluxo de caixa, para evitar comprometer um valor maior do que aquele suportado pela organização”, diz a especialista.  

No último levantamento do Serasa Experian, feito em setembro, foi apontado um recorde histórico de inadimplência entre micro e pequenas empresas, que acumularam dívidas atrasadas. O valor chegou a R$ 5,327 milhões, o maior volume já apurado pelo levantamento desde o início, em março de 2016. “As dívidas pedem cautela, por isso os financiamentos e as linhas de crédito, assim como eventuais renegociações, devem conter cláusulas estruturadas com a realidade do empresário e sem ambiguidades”, explica Ana.  

A redução de custos é, normalmente, uma meta imprescindível, então, outra ação necessária para as empresas neste fim de ano é verificar a concorrência dos fornecedores quanto à qualidade e aos prazos de pagamento e entrega. Ana ressalta que a pesquisa de mercado é um passo fundamental para economizar. “Conhecendo diversas opções de fornecedores, são menores as chances de o empresário ter que se sujeitar a condições desfavoráveis nas negociações. Na maior parte das vezes que isso ocorre é em virtude de situações emergenciais e não previstas”, afirma a advogada.  

Com o planejamento estratégico, o empresário poderá, inclusive, fazer a projeção do crescimento que a empresa necessita. Pode se reestruturar do ponto de vista tributário e societário, por exemplo, para melhorar a gestão do negócio, incrementar a produtividade e implementar treinamentos e capacitações com esses objetivos. “Além de planejar os negócios financeiramente, é importante melhorar a qualidade do trabalho e de vida de quem já faz parte do quadro de colaboradores”, analisa Ana.  

Somente com um balanço minucioso de tudo o que a empresa passou durante o ano é possível reavaliar e melhorar os próximos passos, que serão adaptados de acordo com a necessidade do período. O planejamento empresarial é uma ferramenta que impulsiona a longevidade dos negócios.

 

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