Remoção da palha é opção para reduzir risco de prejuízos financeiros

12/05/2020
Remoção da palha é opção para reduzir risco de prejuízos financeiros

Em tempos de coronavírus, os processos de gestão administrativa e financeira de unidades produtoras de cana exigem atenção redobrada para minimizar os impactos financeiros negativos decorrentes desse período de instabilidades e incertezas. A situação não é diferente na área agrícola, que precisa afastar – ou diminuir – as possibilidades de redução da produtividade, que tem efeito na rentabilidade de usinas e de fornecedores de cana. 

Com a proximidade da época mais fria do ano, que começa no mês de maio em muitas regiões canavieiras, uma das preocupações deve ser a adoção de medidas que assegurem um bom desenvolvimento das lavouras. Uma das maneiras de fazer isto é remover a palha da linha da cana, que pode causar diversos transtornos – observa o engenheiro agrônomo Auro Pardinho, gerente de marketing da DMB Máquinas Implementos Agrícolas. 

A presença da biomassa na linha da cana dificulta, por exemplo, a brotação da soqueira, principalmente em regiões de cana que registram temperaturas mais baixas, como o Sul do Mato Grosso do Sul; áreas de cana do Paraná; além da região de Piracicaba e o Sul do Estado, em São Paulo – detalha Auro Pardinho. A retirada da palha contribui ainda para a diminuição dos danos para a planta causados pela geada. 

Outro benefício da remoção é reduzir o risco de alojamento e o desenvolvimento de pragas, como a cigarrinha-das-raízes, na linha da cana – afirma. A operação de afastamento da palha pode ser realizada também antes da adubação de soqueira em superfície, evitando que parte do adubo aplicado fique sobre a biomassa da cana. 

A palha removida da linha é adicionada ao volume da biomassa na entrelinha. Para que a operação seja bem-sucedida, a usina ou o fornecedor de cana precisa utilizar implementos eficientes, que apresentem boa performance. 

A DMB disponibiliza para o mercado o Desenleirador de Palha para Cana Crua, que tem a qualidade e a simplicidade operacional como as suas principais características. O implemento não exige trator de alta potência – pode ser de 75 hp, por exemplo – para a sua utilização no canavial. Outro diferencial do desenleirador é a baixa manutenção, desde que sejam utilizados dedos originais quando ocorre alguma quebra. 

O implemento da DMB é composto por 6 rodas – com 28 dedos flexíveis cada uma – distribuídas em 3 conjuntos oscilantes, com regulagem de espaçamento e inclinação dos discos. Essa característica permite regular a largura da faixa do afastamento da palha. 

Os dedos flexíveis das rodas do desenleirador são interligados por um cabo de aço com terminal. Em decorrência disto, não há perdas desses componentes na lavoura caso ocorra alguma quebra. 

O modelo possui ainda duas rodas de ferro alinhadoras e estabilizadoras que liberam a ação do sistema hidráulico do trator para que seja mantida a altura de trabalho do implemento. Para os deslocamentos entre as áreas, o desenleirador tem pontos para fixação dos braços oscilantes, o que evita que o efeito alavanca cause algum dano em sua estrutura.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da DMB