SEMINÁRIO TECNOLOGIA – A REFORMULAÇÃO DO SETOR SUCROENERGÉTICO NA PANDEMIA E AS TECNOLOGIAS PARA O SETOR.

21/08/2020
SEMINÁRIO TECNOLOGIA – A REFORMULAÇÃO DO SETOR SUCROENERGÉTICO NA PANDEMIA E AS TECNOLOGIAS PARA O SETOR.

O webinário desta quinta-feira, 20, seguindo a agenda técnica da FENASUCRO & AGROCANA TRENDS, foi voltado para abordar a questão de tecnologia dentro do setor sucroenergético.

A mesa debatedora contou com muita representatividade. Participaram com o Diretor da FENASUCRO & AGROCANA, Paulo Montabone e com o Presidente Luís Carlos Júnior Jorge, do CEISE Br – Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis: André Rocha – Presidente Sifaeg/Sifaçúcar e do Fórum Nacional Sucroenergético, Guilherme Correa – Guilherme de Paula Correa, Coordenador de Inovação Tecnológica e Produtiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, Dr. João Guilherme Sabino Ometto, Vice Presidente do Conselho de Administração da São Martinho e padrinho do CANATHON, Luciano Rodrigues, Economista-chefe da UNICA – União das Indústrias de Cana de Açúcar, , Marcos Fava Neves, Agribusiness & Strategic Planning at the Business School - Professor USP e FGV , Mário Campos, Presidente do SIAMIG – Associação das Indústrias de Sucroenergéticos de Minas Gerais, Octavio Antonio Valsechi (Vico), Prof. Dr. Coordenador MTA/GPS/DTAISER/CCA/UFSCar ü Renato Cunha, Presidente do Sindaçúcar PE/Novabio – Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Pernambuco, representando o setor de usinas do Nordeste e Sarita Junqueira Rodas, Presidente do Conselho Grupo Junqueira Rodas.

O Presidente do CEISE Br, Luis Carlos Junior Jorge, falou sobre a indústria de base e como ela vem acompanhando a tecnologia. “Todas as etapas da cadeia, a indústria de base está inserida. E é importante sempre investir em novas tecnologias, a indústria de base se consolide nacionalmente e internacionalmente. Porque se você investe em tecnologia na produção, você consegue, primeiro competitividade e segundo redução no custo de produção.” Disse o dirigente.

Na abordagem das grandes tecnologias para o mundo agro, foram pontuadas quatro grandes áreas. A primeira, a tecnologia ligada a gestão do canavial por metro quadrado, e não mais por hectares. O entendimento é de que ficaria mais fácil de obter melhor resultado sobre o setor. A segunda área abordada foi a inovação de plantas, com sequência de genomas para geração de mais resultados com os mesmos insumos aplicados. Genética 4.0.

Economia circular foi uma abordagem que mereceu exemplo do Professor, Marcos Fava Neves, que citou a planta de etanol de milho, destacando que o subproduto de uma atividade entra como insumo da outra. É o poder desta junção entre cana + etanol de milho, muito interessante para o mercado. A quarta área foi a tecnologia do compartilhamento. Aplicativos, hoje já existentes como: Uber e IFood para o setor em questão. Um princípio de poupar ativos, como citado “Uber de máquinas ou transportes”. Esses foram os pilares da discussão.

 

 

Presidente do CEISE, Luís Carlos Junior Jorge observou que: “Tudo que a gente vê no campo, ai na produção de etanol, geração de energia, transporte, a indústria de base está presente, trabalhando dia e noite, entregando tecnologia, para mostrar ao mundo, que somos referência no setor e no setor de bioenergia”.

Representante de Minas Gerais no debate, Mario Campos – Presidente SIAMIG, falou sobre o setor no estado. “Talvez seja consenso para todos, o tamanho do GAP tecnológico que temos hoje da cana para os grãos. Somos sim conservadores, precisa mesmo ter a cabeça aberta e o contexto de Minas, já veio neste momento de transformação e por isso, a gente tem um resultado muito positivo nas principais regiões produtoras, onde teve um crescimento”. E ainda ressaltou a boa gestão feita em Minas e salientou a falta de tecnologia nesta parte.

O Ministério de Ciência e Tecnologia, com o seu representante presente, Guilherme Correa, pontuou que o MCTI está à disposição para o setor e tem diversas ações e iniciativas para ajudar. E concluindo a questão sobre os quatro pilares definidos, disse que a internet das coisas e inteligência artificial estará muito presente no campo.

Ações como o Desafio do Etanol, colantes “Eu uso Etanol” e etc, foram muito bem vistas e aceitas pelo setor e agora a ideia é expandir de forma nacional para ter a conscientização geral. Mario Campos, salientou a importância do termo “Posto de Combustível” e não “Posto de Gasolina”. Porque você tem naquela ambiente o poder de escolhe sobre qual usar e ali foi unânime que seria o melhor ambiente para as ações de impacto.

Paulo Montabone, Diretor da FENASUCRO & AGROCANA expôs sobre o projeto Canathon. Um projeto de startup para o setor. Os debatedores contribuíram com inúmeros pontos para os “Canathonistas” se desafiarem destes projetos para que o setor tenha muito avanço tecnológico. Análise de dados e conectividades foram pontos muito observados por todos.

Neste sentido, Júnior Jorge (CEISE Br), provocou os Canathonistas: “trabalhem na gestão da indústria. Porque o que mais acontece neste setor, até por uma questão de cultura, muitas vezes, o mercado não fica justo, porque uma empresa que tem tecnologia é comparada a outra que não tem tecnologia, sem levar em conta o investimento tecnológico empregado. Então assim como no campo, se nós melhorarmos a gestão, o entendimento e o custo, teremos retorno do investimento da tecnologia industrial. Acho que o mercado ganha, as indústrias ganham e se fosse colocar um outro ponto, seria identificar e mostrar o quão importante é o uso de tecnologia em uma empresa que desenvolve tecnologia”.