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01/02/2012 - 12:19h
voltarCosan vai retirar Limited da Bolsa de Nova York neste ano
Nos próximos meses, a Cosan fará um anúncio bastante aguardado pelo mercado. A controversa Cosan Limited deixará de ser listada em Nova York e todos os acionistas terão papéis da empresa operacional brasileira.
O Valor apurou que a empresa fará a operação ainda neste ano. Procurada, a Cosan informou que não se pronuncia sobre expectativas do mercado.
A Cosan Limited tem sede nas Bermudas e é uma holding que controla a Cosan, listada no Brasil. Surgiu em 2007, como parte de um plano de reestruturação do grupo, com o objetivo de transformar-se em uma companhia global do setor de etanol e açúcar. A criação da empresa gerou grande polêmica porque o fundador Rubens Ometto possui superpoderes na holding. Cada ação do controlador vale dez votos, enquanto a dos minoritários, um.
Apesar de ter conseguido concluir a operação após algumas modificações, colocando a empresa em Nova York e lançando BDRs (recibos de ações) na BM&FBovespa, o evento marcou a Cosan pela falta de governança, por conta do desalinhamento de interesses entre controlador e minoritários.
Para o mercado, depois da criação da Raízen, parceria entre Cosan e Shell, efetivada na metade do ano passado, a existência da Limited deixou de fazer sentido.
Quando o negócio foi anunciado, em abril de 2010, o Morgan Stanley divulgou um relatório avaliando que a Limited foi criada, entre outros pontos, para fazer aquisições fora do Brasil. Depois da joint venture com a Shell, a percepção passou a ser a de que qualquer movimentação internacional da Cosan seria feita por meio da parceria.
Os analistas do banco acreditam que Ometto poderia manter o controle da Cosan abrindo mão das ações especiais da Limited em troca de um acordo de acionistas.
Foi também por conta das ações especiais de Ometto na Limited que a Shell fechou negócio com a Cosan, ficando fora da estrutura da holding.
Na Raízen, Ometto recebe, como presidente do conselho de administração, a maior remuneração paga a um conselheiro entre as companhias abertas brasileiras. São R$ 13 milhões como remuneração fixa. Somada a uma parte variável e, se todas as metas forem batidas, anualmente a remuneração que ele pode receber chega a R$ 16,25 milhões.
A questão no mercado é saber como se dará a saída da Limited da bolsa. Entre as possibilidade será a de que a empresa estabeleça uma relação de troca entre as ações da holding e as da companhia, ou até mesmo o lançamento de ADRs da brasileira na Bolsa de Nova York, para que os acionistas da Limited possam migrar.
Além dos detalhes da conversão, será preciso equacionar uma cadeia de empresas que está acima da holding e que também deverá ser reformulada.
Fonte: Valor Econômico












