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27/01/2012 - 13:51h
voltarQuem tem dúvidas sobre o futuro do etanol brasileiro?
*Wander Ribeiro
Durante a visita ao CTBE em Campinas, na última quarta-feira (25) tive uma certeza sobre a direção certa de ganhos de eficiência que permitirão mais investimentos para o crescimento do setor sucroenergético brasileiro:
- A presença de pesquisadores consagrados na direção dos programas (como Carlos Eduardo Vaz Rossell liderando o programa industrial ou Regis Lima Verde Leal em sustentabilidade), solidificando o conceito de continuidade dos programas de desenvolvimento tecnológico no setor apresentado pelo coordenador do programa, o professor Marco Aurélio Pinheiro Lima;
- A estrutura de primeiro mundo montada, com 110 pesquisadores atuando em sinergia com outros programas de pesquisa, desde a genética da cana-de-açúcar e outras biomassas voltadas ao setor como sorgo, até o etanol de segunda geração;
- Lembro de que outra forte iniciativa para o melhoramento genético da cana-de-açúcar pelas rotas tradicionais e genéticas também está em implantação no Centro Cana do IAC em Ribeirão Preto, sob o comando do pesquisador Marcos Landell. Também uma estrutura novíssima e de primeiro mundo mais ampla e conectada com o setor agrícola das usinas, com forte presença no campo e ampliando a base de experimentos e parcerias;
- A informação de como funcionou o programa coordenado entre FINEP e FAPESP e que após três rodadas o grande número de contemplados exigiu que fosse dobrado seu orçamento para R$ 2 bi;
- Todos os programas com enfoque em sustentabilidade;
- Orientação estruturada e coordenada para a cooperação com indústrias voltadas ao setor em todos os elos da cadeia;
- A postura aberta do CEISE Br em apoiar iniciativas como essa e buscar cooperação de forma a suportar a aproximação do CTBE e seus associados;
- A curiosidade da juventude representando as indústrias em buscar diálogo com os pesquisadores do CTBE;
Senti falta apenas dos empresários para que sentissem o mesmo que todos nós sentimos, aumentando seu apoio e confiança na necessidade da inovação para o setor, suas empresas e as entidades que os representam com tanto empenho. E é por isso que estou escrevendo essa mensagem: para que se sensibilizem.
Certamente teremos novas oportunidades para isso, já que nosso trabalho segue e o mundo conspira a favor, com apoio dos governos locais, estadual e federal. Aliás gostaria de parabenizar todos os envolvidos: FAPESP, FINEP e BNDES, além da prefeitura de Sertãozinho e certamente de Campinas que estão fomentando a materialização dessas iniciativas de sucesso.
E se alguém duvida, ainda ontem estivemos com a BP que reitera sua meta de 50 milhões de toneladas e anunciará a aquisição de usinas muito em breve e tem anunciado planos de expansões de suas unidades.
Com tudo isso, pobre de quem está de fora dessa rede em prol da inovação!
*Wander Ribeiro é Coordenador do Comitê de Inovação Tecnológica do CEISE Br












